Ela tinha aquela mania de ser rebelde... revolucionária... Isso acabava comigo! Eu sempre fui um cara muito sensível, sentimental mesmo... Não sei ser uma pessoa rude. Mas ela dizia o tempo todo que eu era machista.
Tentava entender o que a levava a pensar que eu era um machista. Eu, que sempre enfeitava a casa com flores para ela, pegava no trabalho, super disposto a tudo... Eu, Machista? Por não compreender seus caprichos? Por não querer sua ausencia? Sei lá...
Mesmo me sentindo um acabado, eu não dava o braço a torcer, fingia encarar na esportiva. Mas não estava tudo bem! Estava me sentindo um injustiçado!
Ela queria mesmo que eu entendesse seus dilemas, seus sentimentos confusos... Hora queria, hora não... A minha cabeça dava um nó! Nunca estava feliz com nada... Ela era facinada, alucinada pelo Chaplin. Eu dei um quadro que tinha o Chaplin e o menino pra ela. Ela com todo carinho dissimulado, disse: " Ai, eu ameeeii, ahhh, mas ainda quero o do discurso do grande ditador.... Eu sorri um riso amargo, um riso raivoso; " Por que é que essa desgraçada nunca está feliz com nada plenamente?"
Hoje olho para estas paredes e ainda tento entender na ausência do seu cheiro, o por quê ela foi embora assim, hora dizendo que me amava, hora dizendo que não.
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